Rick Steindorfer (Ricardo Steindorfer Proença)

A luz que guia meus passos revela sempre um novo horizonte.

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O Preço da Verdade: Entre Instituições e Injustiças

Vivemos tempos em que a verdade parece sufocada por narrativas oficiais, e a justiça, por vezes, se curva diante de interesses que não representam o povo. A crônica de Walmor Zimerman, ao evocar o Supremo Tribunal Militar e o caso do Barão do Cerro Azul, nos convida a refletir sobre como a história é moldada — e remoldada — com o passar dos anos.

 

O Supremo Tribunal Militar, criado em 1808 por Dom João, é uma das instituições mais antigas do país. Sua função é clara: julgar crimes militares, especialmente os cometidos por oficiais generais. No entanto, o que vemos hoje é uma aparente inversão de competências, onde generais são presos sem o devido processo previsto pela legislação militar, e decisões judiciais parecem atropelar os limites constitucionais.

 

O caso do general Braga Netto, preso em dezembro de 2023, é emblemático. A prisão, ordenada pelo ministro Alexandre de Moraes, gerou perplexidade entre juristas e cidadãos atentos à legalidade. Se há leis que determinam o rito para julgar militares, por que foram ignoradas? A resposta, infelizmente, parece estar mais ligada à conjuntura política do que ao respeito institucional.

 

Mais preocupante ainda é ver parte da sociedade aplaudir essas ações, irmanada com a condenação de pessoas que, até prova em contrário, são inocentes. Enquanto isso, figuras que deveriam ser investigadas com rigor ocupam cargos de poder, blindadas por um sistema que se diz democrático, mas age com traços de tirania.

 

A história nos ensina que o tempo é senhor da razão. Em 1894, o Barão do Cerro Azul foi executado como traidor. Quarenta anos depois, foi reconhecido como herói. Quantos hoje estão sendo injustamente rotulados, apenas para que, no futuro, sejam lembrados como defensores da liberdade?

 

A verdade virá — talvez tarde, talvez dolorosa — mas virá. E quando vier, será como o arrebol no fim de um dia sombrio: uma luz que pinta o céu com esperança.

 

Que não nos falte coragem para resistir, nem lucidez para discernir. Que o Brasil reencontre o caminho da justiça verdadeira, aquela que não se dobra à conveniência, mas se ergue pela dignidade.

By Rick Steindorfer
Enviado por By Rick Steindorfer em 11/09/2025


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