

Entre Silêncios e Espaços
O silêncio é o melhor caminho quando o mundo grita demais. Ele não exige respostas, apenas presença. Na quietude, o espírito se escuta e se reconhece. Palavras são pontes, mas o silêncio é raiz. Quem cala não foge — apenas mergulha mais fundo. E neste mergulho, o tempo desacelera.
Entre a certeza e a dúvida, escolho a dúvida. A certeza é um espelho que não reflete tudo. A dúvida é a janela aberta para o mistério. Desconhecemos a verdade, mas podemos senti-la. Ela não se revela em fórmulas, mas em lampejos. E às vezes, o lampejo vem quando menos esperamos.
O tempo não nos pertence, somos apenas seus hóspedes. Ele passa por nós como vento por folhas. Tentamos prendê-lo em datas, mas ele escapa. O que nos resta é o instante — e o instante é sagrado. A memória é um eco, não um abrigo. E o futuro, um horizonte que nunca se alcança.
O espaço está em todos os lugares, mesmo onde não olhamos. Ele habita o vazio entre as palavras e os gestos. Está no abraço, no olhar, no silêncio compartilhado. Não se mede em metros, mas em presença. O espaço é o palco onde o invisível dança. E nós, seus espectadores e atores ao mesmo tempo.
By Rick Steindorfer
Enviado por By Rick Steindorfer em 23/10/2025
Comentários
|