Rick Steindorfer (Ricardo Steindorfer Proença)

A luz que guia meus passos revela sempre um novo horizonte.

Textos


Entre a Vida, a Morte e o Ser

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A morte é como o despertar de uma anestesia, um retorno súbito ao nada que nos envolve. Não há dor, apenas o silêncio que se abre como um véu, revelando o vazio. É nesse instante que percebemos que o fim não é um corte, mas uma passagem. O corpo se desfaz, mas a consciência se dilui como fumaça ao vento. O despertar é frio, mas também sereno, como se o tempo deixasse de existir. A anestesia da vida se rompe, e o que resta é a essência pura. A morte, então, não é inimiga, mas apenas o outro lado da respiração. E nesse despertar, há uma estranha paz que nos acolhe.

 

Quem persegue a vida encontra a morte, pois o desejo desenfreado consome o que é vital. A busca incessante pela eternidade é a semente da finitude. O homem que corre atrás do tempo descobre apenas o abismo do fim. A vida não se deixa capturar, ela escorre entre os dedos como água. O caçador da existência se perde em sua própria armadilha. A morte, paciente, aguarda o instante em que o excesso se torna ruína. E quando o coração se exaure na corrida, é ela quem estende a mão. A vida, afinal, não se conquista pela perseguição, mas pela entrega.

 

Quem não tem medo da morte encontra a vida, pois o olhar sereno abre portas que o temor fecha. O homem que aceita o fim descobre o valor do instante. A coragem de encarar o abismo é também a chave para o florescer. A vida se revela plena quando não se teme sua sombra. O medo aprisiona, mas a aceitação liberta. É no abraço da finitude que o infinito se insinua. O que não teme a morte aprende a viver com intensidade. E nesse paradoxo, a vida se torna mais viva do que nunca.

 

É importante entender que a essência da existência está na coragem e na vontade de ser. Não basta respirar, é preciso ousar. A vida não se resume ao tempo, mas ao gesto que rompe o silêncio. Ser é um ato de resistência contra o vazio. A coragem é o fogo que ilumina o caminho, mesmo diante da escuridão. A vontade de ser é o que nos mantém inteiros, mesmo quando tudo se desfaz. A essência não está no que possuímos, mas no que escolhemos viver. E é neste querer profundo que a vida encontra sua verdade.

 

 

 

 

By Rick Steindorfer
Enviado por By Rick Steindorfer em 15/04/2026
Alterado em 15/04/2026


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