

Entre Sonho, Destino e ReflexoNo estado onírico eu caminho por sendas invisíveis, onde o tempo se dissolve em véus de silêncio e o espaço se abre em portais de luz. Cada passo é um mergulho em mares de símbolos, cada olhar encontra reflexos de vidas que já foram ou que ainda serão. O mundo astral me envolve como um manto de mistério, e nele descubro que não há fronteiras além das que a mente insiste em erguer. Entre estrelas e sombras, percebo que o sonho é também realidade, e que o invisível pulsa em cada fibra do ser. Assim, sigo, guiado por intuições que não se explicam, mas que se sentem.
Quando desperto, o corpo me ancora, mas o espírito continua a vagar. Entre o aqui e o ali, descubro que a vida é feita de travessias, de pontes invisíveis que unem o instante ao eterno. O cotidiano se revela como palco de aprendizados, e cada encontro é uma lição disfarçada em gesto simples. Viajo sem sair do lugar, pois o pensamento é veículo mais veloz que qualquer máquina. Entre o concreto e o abstrato, percebo que o real é apenas uma versão daquilo que ousamos acreditar. E assim, desperto, sigo viajando, sem nunca deixar de sonhar.
O acaso é apenas o nome que damos ao que não compreendemos. Cada evento, cada encontro, cada silêncio traz em si uma razão oculta, uma trama invisível que nos conduz. O universo é sábio em sua aparente desordem, e o caos é apenas ordem em linguagem desconhecida. Nada se perde, nada se cria sem propósito, e até o erro é caminho para o acerto. A vida nos ensina que o inesperado é parte da dança, e que o destino se escreve com mãos invisíveis. Assim, aceito que tudo tem sentido, mesmo quando não consigo decifrar.
Entre realidade e ilusão, crescemos como frutos que amadurecem ao sol da consciência. O que vemos é reflexo do que acreditamos, e o que acreditamos molda o que vemos. Somos criadores de mundos internos, e neles habitamos tanto quanto no externo. A ilusão não é mentira, mas linguagem simbólica do inconsciente que nos guia. A realidade não é absoluta, mas espelho das escolhas que fazemos. Somos frutos de ambos, e é nesse entrelaço que floresce nossa essência. Assim, seguimos, entre o real e o imaginário, aprendendo a colher de nós mesmos o sabor da existência.
Piracicaba, 22 de maio de 2026 By Rick Steindorfer
By Rick Steindorfer
Enviado por By Rick Steindorfer em 22/05/2026
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