

O Casulo e a BorboletaDepois da operação, inicia-se o verdadeiro desafio: o processo de recuperação. Na cirurgia, estamos inconscientes, não há dor nem percepção, mas na recuperação, tudo se torna consciente. É nesse momento que enfrentamos as limitações impostas pelo corpo, e cada gesto simples se converte em aprendizado profundo.
Quando saudáveis, pensamos que dormir é um prazer, mas na convalescença, o excesso de sono se torna cansativo e desafiador. O corpo reclama da falta de movimento, e eu, que amo dançar e caminhar, sinto a tristeza da limitação. É como se a vida pedisse paciência, enquanto a alma clama por liberdade.
Os dias se resumem a dormir, comer e escrever. Escrevo como quem descarrega energia e busca aproximação com os amados da espiritualidade. Essa é a parte luminosa, mas a limitação traz um sentimento de falta intensa, que nos obriga a encarar a realidade nua: perceber quem somos de fato, além da matéria.
Sim, o corpo é um casulo, e nós somos a borboleta de luz que nele habita, aguardando o momento da libertação. Mas não pense que isso é fácil, porque não é. É um aprendizado árduo, uma travessia exigente, que nos conduz a compreender como a luz se manifesta mesmo no coração da sombra.
By Rick Steindorfer 17/06/2026 – 16:58
By Rick Steindorfer
Enviado por By Rick Steindorfer em 17/06/2026
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