

Ecos do SilêncioNa infância, os gritos foram tempestades, rasgando o coração em medo e solidão, sob a cama buscava refúgio e silêncio, mas a dor ecoava mais forte que o abrigo, cada palavra berrada era um golpe invisível, marcando a alma com cicatrizes de som.
Cristina fez do grito sua arma certeira, um comando que dobrava minha vontade, e Cleide, sem saber, herdou esse conselho, quebrou-se o amor no estrondo da voz, pois não há ternura onde há violência sonora, e o coração se fecha diante da imposição.
O grito é herança que atravessa gerações, um costume que se repete sem reflexão, pais que berram esquecem que os filhos crescem, e que um dia terão voz e memória própria, o que hoje é obediência forçada e dolorida, amanhã será distância e silêncio imposto.
Se queremos lares de paz e confiança, precisamos aprender a falar com calma, o diálogo é ponte, o grito é muro, a paciência constrói, o berro destrói, que nossas palavras sejam sementes de afeto, e não trovões que afastam quem amamos.
By Rick Steindorfer Piracicaba, 30 de junho de 2026 By Rick Steindorfer
Enviado por By Rick Steindorfer em 30/06/2026
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