Rick Steindorfer (Ricardo Steindorfer Proença)

A luz que guia meus passos revela sempre um novo horizonte.

Textos


Sob a égide das almas

Não brinque com as almas, pois elas carregam em si o peso da eternidade e a leveza do instante. São como rios invisíveis que atravessam o tempo, trazendo memórias, dores e esperanças. Quem ousa brincar com elas, não percebe que toca no sagrado, e que cada gesto pode ser bênção ou ferida. As almas são o sopro que nos mantém vivos, e nelas repousa o mistério que não se explica, apenas se reverencia.

 

Os dogmas de nada adiantam quando se afastam da essência, pois a verdade não se aprisiona em fórmulas rígidas. A fé não é um cárcere, mas um voo, e o espírito humano não se alimenta de regras, mas de sentido. O dogma sem vida é como pedra sem água, incapaz de saciar a sede da alma. É preciso que a crença seja viva, que se transforme em gesto e em amor, para que não se torne apenas palavra vazia.

 

Elas estão em todos os lugares, as almas, como estrelas espalhadas pelo céu noturno. Estão nos becos e nas praças, nos templos e nas ruas, nos olhares que se cruzam e nos silêncios que se encontram. Cada encontro humano é também um encontro de almas, e cada despedida é uma saudade que se grava no invisível. Não há espaço onde elas não estejam, pois são a tessitura secreta que sustenta o mundo.

 

Assim como Deus e o Espírito Santo, as almas são presença constante, ainda que invisível. São centelhas que se unem ao fogo divino, formando a chama que ilumina a existência. Deus habita nelas como sopro criador, e o Espírito Santo as envolve como vento que guia. Quem reconhece essa presença, encontra paz; quem a ignora, perde-se no vazio. Pois tudo é alma, tudo é espírito, e tudo é Deus em sua infinita manifestação.

 

By Rick Steindorfer

Piracicaba, 07 de setembro de 2026

By Rick Steindorfer
Enviado por By Rick Steindorfer em 07/09/2026
Alterado em 07/09/2026


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