

Sob a égide da convivênciaMotoristas esquecem que também são pedestres, e ao se perderem na pressa do volante, deixam de perceber que a vida é feita de passos, de encontros e de olhares que se cruzam nas esquinas. A rua não é apenas pista, mas espaço de humanidade, onde cada gesto pode salvar ou ferir. É preciso lembrar que o chão que se pisa é o mesmo que sustenta o outro, e que a pressa nunca deve apagar o respeito.
Eles desacreditam da existência do karma, como se o mundo fosse apenas palco de vontades individuais. Mas cada ação retorna, cada escolha ecoa, e o que se lança ao universo volta em forma de consequência. O descuido de hoje pode ser a dor de amanhã, e a arrogância de um instante pode se transformar em lição eterna. O karma não é punição, é apenas o reflexo daquilo que se planta.
Tudo o que se faz no mundo tem um tempo, e esse tempo é sábio, paciente, inevitável. Há o instante da semeadura e o da colheita, o da espera e o da revelação. Não adianta apressar o relógio, pois a vida tem seu ritmo próprio, e nele se escondem as respostas que buscamos. O tempo é um mestre silencioso, que ensina sem pressa e corrige sem alarde.
Olhemos para os outros com amor, sempre, porque é no olhar que se inicia a transformação. O amor não é apenas sentimento, mas atitude que se revela em gestos simples, em palavras que acolhem, em silêncios que respeitam. Amar é reconhecer no outro a mesma fragilidade que nos habita, e oferecer-lhe a mão como quem oferece o coração. Só assim a vida se torna ponte, e não muro.
By Rick Steindorfer 15 de setembro de 2026
By Rick Steindorfer
Enviado por By Rick Steindorfer em 15/09/2026
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