

“Velho é o jovem que deu certo” - Velhice do AmorHá quem tema os cabelos prateados, as marcas do tempo e a lentidão dos passos, mas só quem morre cedo não vive a velhice. Envelhecer é um privilégio silencioso concedido aos que permaneceram na travessia. Cada ruga guarda uma história, cada saudade testemunha uma vitória, e cada manhã recebida é uma oportunidade de continuar aprendendo. A idade não diminui a grandeza do ser; apenas revela aquilo que o tempo lapidou com paciência.
“Velho é o jovem que deu certo”, pois atravessou os invernos da existência sem abandonar completamente os sonhos. A juventude verdadeira não mora no corpo, mas na capacidade de encantar-se com a vida. Muitos chegam aos anos avançados carregando ainda a curiosidade das crianças e a esperança dos poetas. São eles que demonstram que amadurecer não significa perder o brilho, mas transformá-lo em luz mais serena e duradoura.
A essência da vida é a busca pelo amor. Desde o primeiro choro até o último suspiro, todos procuram pertencer, compartilhar e compreender. O amor aparece nos encontros, nas amizades, nos afetos familiares e nas paixões que acendem o coração. É ele que confere significado aos dias comuns e que transforma a simples passagem do tempo numa jornada digna de ser lembrada.
Só quem ama se desenvolve animicamente, porque o amor expande horizontes invisíveis e desperta dimensões profundas da alma. Amar é um exercício contínuo de crescimento, renúncia e reconhecimento do outro como parte de si mesmo. Quem ama aprende a ouvir, a perdoar e a compreender. E, ao final de todos os caminhos, descobre que a verdadeira juventude não está nos anos vividos, mas na capacidade permanente de amar.
Ricardo Steindorfer Proença 01 de outubro de 2026
By Rick Steindorfer
Enviado por By Rick Steindorfer em 01/10/2026
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