

O SILÊNCIO QUE ESCREVEGuardo um silêncio profundo quando a escrita me chama, como quem recolhe as vozes do mundo para ouvir apenas o compasso da própria alma. Nesse instante, as palavras ainda dormem, mas já percorrem caminhos invisíveis, preparando-se para nascer no papel com a força dos sentimentos mais sinceros.
Observo as três vertentes do meu pensamento, cada qual trazendo suas águas, seus reflexos e suas inquietações. Uma me conduz à razão, outra visita as recordações, enquanto a terceira se perde nos horizontes da imaginação, onde tudo é possível e nada conhece limites.
Abro a minha mente para a primeira inspiração, acolhendo-a sem pressa, como quem recebe um amigo esperado há muito tempo. Ela chega leve, trazendo imagens, emoções e ideias que se unem naturalmente, formando o alicerce de cada frase que desejo construir.
Então coloco no papel tudo o que sinto e penso, sem receio dos caminhos que as palavras escolhem seguir. E, ao final, percebo que escrever é mais do que registrar pensamentos: é transformar o silêncio em companhia, os sonhos em versos e a vida em eterna expressão.
Ricardo Steindorfer Proença 24 de outubro de 2026
By Rick Steindorfer
Enviado por By Rick Steindorfer em 24/10/2026
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