Rick Steindorfer (Ricardo Steindorfer Proença)

A luz que guia meus passos revela sempre um novo horizonte.

Textos


O Mandante e o Mandatário

A questão não são os políticos, que apenas recebem das urnas a missão de representar a vontade coletiva; a questão é o povo, verdadeiro mandante da democracia, que muitas vezes se afasta de sua própria responsabilidade. Quando a consciência cívica adormece, abrem-se espaços para promessas vazias, discursos passageiros e compromissos esquecidos. O poder não nasce nos gabinetes, nasce nas ruas, nas casas, nas escolas e no cotidiano de cada cidadão.

 

Se um político não cumpre aquilo que prometeu, não deve permanecer protegido pela inércia ou pela resignação popular. O mandato não é propriedade particular de ninguém, mas uma delegação temporária conferida pela confiança pública. Quem abandona os compromissos assumidos rompe o elo que o ligava ao eleitor e precisa responder perante a sociedade. A cobrança legítima é uma das maiores ferramentas da democracia.

 

Entretanto, a transformação não depende somente da troca de nomes ou de partidos. Depende de um povo atento, participativo e disposto a acompanhar cada decisão tomada em seu nome. A cidadania não se resume ao voto depositado em um único dia; ela se fortalece na fiscalização constante, no debate respeitoso e na defesa intransigente do interesse coletivo. O silêncio dos mandantes favorece a acomodação dos mandatários.

 

Por isso, permanece atual a força da velha convicção popular: povo unido jamais será vencido. Quando a sociedade compreende seu papel e age em comunhão de princípios, torna-se capaz de corrigir rumos, exigir coerência e construir instituições mais justas. A unidade não elimina as diferenças, mas transforma divergências em participação consciente. E é dessa consciência que nasce a verdadeira soberania popular.

 

Ricardo Steindorfer Proença

26 de outubro de 2026

 

By Rick Steindorfer
Enviado por By Rick Steindorfer em 26/10/2026


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